Uma vizinha próxima me perguntou por que eu não ficava triste diante das grandes dificuldades da vida, e imediatamente respondi que isso é fé. Então ela disse que também tinha fé e que também passava por momentos difíceis em sua vida, que a impediam de sorrir por muito tempo, o que era tristeza. Com isso, respondi, que a diferença entre a minha alegria e a sua tristeza reside precisamente no tipo de fé que cada um de nós tem.
A conversa continuou:
Perguntei-lhe como ela cria em Jesus e ouvi que cria que Jesus é Deus, mas, mesmo assim, Jesus morreu na Cruz e sangrou até à morte para salvá-la. Este é o resumo de sua fé.
Ela me perguntou como eu cria, e pude responder que também cria que Jesus é Deus e que Ele morreu na Cruz e derramou Seu sangue para me salvar.
Mas, antes que eu pudesse continuar, ela me interrompeu e disse termos a mesma fé, mas eu disse que não, que tínhamos fés diferentes, e comecei a explicar como diferimos na maneira como cremos em Jesus.
Pedi para ela me ouvir com atenção, mas, primeiro, como estávamos do lado de fora e minha esposa estava em casa, convidei-a para entrar e nos sentarmos.
Minha esposa trouxe café e nós bebemos e depois voltamos ao assunto, agora sobre o que faz a diferença na forma como cremos em Jesus.
Isto ilustrará por qual motivo ela vivia em tristeza devido aos seus problemas, e como minha esposa e eu continuamos felizes apesar de enfrentarmos enormes dificuldades.
Comecei explicando que o pecado entrou no mundo pela desobediência de Adão e Eva, e como isso trouxe a morte para todos os homens, os quais foram destituídos da Graça de Deus. Ela disse: “Disso eu sei”.
Falei então sobre o plano de Deus para salvar a humanidade e expliquei sobre o sistema de sacrifícios do Tabernáculo, construído conforme instruções de Deus diretamente a Moisés; falei sobre a Lei de Moisés; falei sobre as ofertas de sacrifícios de animais vivos e sem defeito, que eram oferecidos vicariamente para levar os pecados dos pecadores; falei sobre a imposição de mãos dos sacerdotes, que transferiam os pecados confessados para a cabeça desses animais oferecidos e como depois eram mortos para sangrar nas quatro pontas do Altar. Ela disse: “Sei pouco sobre isso”.
O próximo passo foi explicar sobre a providência de Deus em enviar Seu Filho Jesus Cristo a esta Terra, para nascer de uma virgem, sendo concebido pelo Espírito Santo, e para ser o Salvador dos homens perdidos e destinados ao inferno. Ao que ela disse: “Disso sei também, e para nos salvar Jesus morreu sangrando na Cruz. Ela acrescentou”.
Neste ponto evidenciou-se que sua fé saltava do nascimento de Jesus para Sua morte derramando sangue na Cruz, sendo ela totalmente ignorante sobre como Jesus foi preparado, durante seu Ministério, para enfim morrer na Cruz.
O passo seguinte foi explicar sobre João Batista, mostrando para ela tudo sobre João, desde como foi enviado por Deus, passando pelos profetas que falaram sobre ele, e o próprio Senhor Jesus Cristo que também falou dele, e tudo perfeitamente demonstrado na Bíblia, textualmente e versículo por versículo, estabelecendo a relação entre o Ministério de João Batista e o Ministério do Senhor Jesus Cristo.
Agora ela já compreendia que João foi o último Sumo Sacerdote terreno e que Deus o enviou na frente de Jesus para que O batizasse no Rio Jordão, impondo suas mãos sobre a cabeça de Jesus, a Oferta Viva, o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo. E que assim, João, também havia transferidos os seus próprios pecados, e os que ela também cometeu durante toda a sua vida, para Jesus Cristo, sendo os pecados do passado, do presente e até os do futuro que ainda não cometidos. Então ela disse: “Eu não sabia, nunca na Igreja onde estou há trinta anos o pastor falou sobre isso. Nem mesmo na Escola Bíblica Dominical o professor falo sobre isso”.
Notoriamente algo começou a transformar-se em seu coração, porque há vimos sorrir. A diferença entre a sua fé, que a mantinha quase sempre triste, e a fé que eu e minha esposa temos, que nos mantêm felizes, apesar das aflições, aparecia claramente. A Luz do Evangelho da Água e do Espírito começava a iluminar seu coração, que pela primeira vez brilhava diante da verdade da salvação e vida eterna. Ela concluiu que sua fé só tinha o início (o nascimento de Jesus) e o fim, Jesus morrendo na Cruz. E que tudo o que aconteceu, entre o nascimento de Jesus e sua morte na Cruz, ou seja, Jesus indo ao Rio Jordão para ser batizado por João, para receber os pecados do mundo e os lavar, para, somente três anos depois, morrer na Cruz, somente agora soava como um louvor em sua vida. Então ela disse: “Agora realmente sou feliz!”.
Ela compreendeu que sua alegria e felicidade dependem somente do que Jesus e João fizeram no Rio Jordão, cumprindo um Ato de Justiça, que preparou Jesus como a Oferta Viva, Santa, Perfeita, Imaculada e definitiva, para ser oferecida como O Cordeiro de Deus que sangrou na Cruz, pagando o salário dos pecados do mundo e quitando toda a dívida dos pecadores.
Então minha esposa disse para ela:
Maria, o que João Batista e o Senhor Jesus Cristo fizeram no Rio Jordão, foi um Ato de Justiça eterno, veja que Jesus morreu depois disso sangrando na Cruz, mas a morte não O pode reter e Ele ressuscitou para toda eternidade.
Então, a nossa alegria e felicidade dependem de algo eterno que dura para sempre, enquanto os problemas e as dificuldades, por maiores que sejam, são passageiros e temporários. Mesmo que nossas lutas possam nos fazer sofrer, são temporárias e uma hora haverão de terminar, e com elas, sempre cresceremos e nos fortaleceremos na verdadeira fé, porque o Espírito Santo habita em nossos corações e somos a menina dos Olhos de Deus. O Senhor Jesus Cristo, passou no Rio Jordão para ser batizado por João, para levar e lavar os nossos pecados, e depois nos purificou totalmente na Cruz derramando Seu precioso sangue, e três dias depois, ressuscitou.
Maria, está é a fé de um filho de Deus, justo e nascido de novo! É a legítima e verdadeira fé do Evangelho da Água e do Espírito. E ela respondeu: “Agora estou crendo do modo certo, eu estava morta e não sabia, eu estava indo para o inferno e não sabia, eu agora sou feliz e sei que verei e entrarei no Reino de Deus, para viver com o Senhor Jesus Cristo eternamente”.
Assim, todos rimos com alegria, e dobramos os joelhos para orar e agradecer a Deus, porque Maria estava crendo pela primeira vez com a fé correta em seu coração. Agora a alegria e a felicidade são permanentes em seu coração, pois não dependem mais das circunstâncias da vida, mas dependem unicamente de um Ato de Justiça eterno.
Deus abençoe aos nascidos de novo que lerão este texto! Amém!
Pastor J. Galvão, do Brasil