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ስብከቶች፤

Assunto 29: Reforma da fé

[29-5] Entrai pela porta estreita (Mateus 7:13-23)

💡Este sermão é do Capítulo 5 do livro Volume 69 do Pastor Paul C. Jong, "Retornem do Credo Niceno para o Evangelho da Água e do Espírito! (I)"
 
 
 
Mateus 7:13-23

13 Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),

14porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.

15Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.

16Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

17Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.

18Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons.

19Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo.

20Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis.

21Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

22Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?

23Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.

 

Qual é a Fé Professada por Cada Denominação Cristã no Mundo?

 

         O Cristianismo em todo o mundo subsiste sob um único nome, contudo, cada denominação difere em seu foco a respeito do que crê, em sua visão da salvação, em sua compreensão da Igreja e em sua interpretação dos sacramentos. Essas diferenças surgiram da diversidade de contextos históricos e interpretações teológicas. Abaixo, segue uma descrição histórica e teológica do conteúdo central da fé das principais denominações cristãs.

         A Igreja Católica crê em Jesus Cristo como Deus e ensina que a graça da salvação é transmitida através da tradição e das Escrituras da Igreja. 
Ela vê a salvação como sendo completada pela fé e pelas obras, isto é, através dos sacramentos e da obediência. 
Reconhece o Papa como o vigário de Cristo e ensina que os sete sacramentos — batismo, confirmação, Eucaristia, penitência, matrimônio, ordem e unção dos enfermos — são canais de salvação. 
Além disso, entende a Igreja como uma comunidade una, santa, católica e apostólica, e crê que a obra da redenção continua no Espírito Santo.

         A Igreja Ortodoxa possui uma tradição semelhante à da Igreja Católica, mas não reconhece a autoridade do Papa. 
Ela considera a theosis (divinização), na qual os seres humanos participam da natureza divina de Deus através de Sua graça, como a essência da salvação. 
Os sacramentos são entendidos como a presença real do Espírito Santo, e a adoração é considerada um mistério no qual o céu e a terra se unem como um só. 
Além da Bíblia, também considera as tradições dos primeiros Pais da Igreja como tendo a mesma autoridade como fundamento da fé.

         O Protestantismo sustenta os princípios de “Somente a Fé (Sola Fide), Somente a Graça (Sola Gratia) e Somente a Escritura (Sola Scriptura)” como a base da salvação. 
Acredita que a salvação é recebida não por feitos ou méritos humanos, mas unicamente através do sacrifício expiatório de Jesus Cristo na Cruz. 
Os sacramentos são entendidos como símbolos e sinais de fé, e o Protestantismo rejeita o conceito católico de eficácia sacramental. 
No entanto, os pontos de ênfase diferem entre as denominações. O Luteranismo enfatiza a justificação; a Igreja Reformada (Presbiterianismo) centra-se na soberania de Deus e na doutrina da predestinação. 
O Metodismo valoriza a santificação e os frutos de uma vida santa, enquanto a Igreja Batista enfatiza o “batismo do crente” baseado na confissão de fé individual. 
Os movimentos Pentecostais e Carismáticos praticam uma fé centrada no batismo do Espírito Santo, no falar em línguas, na cura e nos dons espirituais.

         A Igreja Anglicana representa uma síntese da tradição Católica e da doutrina Protestante. 
Adota o “princípio tríplice” de Escritura, Tradição e Razão como padrão de fé, reconhecendo o batismo e a Eucaristia como sacramentos importantes, ao mesmo tempo que rejeita a autoridade papal. 
Mantém uma forma litúrgica de adoração, enquanto também continua a tradição protestante da pregação.

         O Evangelicalismo enfatiza a autoridade absoluta da Bíblia, o sacrifício expiatório de Jesus Cristo na Cruz e o nascer de novo. 
Coloca a conversão pessoal e a pregação do evangelho no centro da fé, valorizando a adoração centrada na Palavra e a confissão pessoal de fé mais do que os sacramentos. 
Embora esteja dividido em vários ramos, como Pentecostal, Reformado, Batista e Metodista, o núcleo comum é a “fé em Jesus Cristo como o Salvador”.

         A teologia liberal e a teologia moderna entendem a Bíblia não como verdade absoluta, mas como um registro histórico de fé. 
Interpretam os milagres, a ressurreição e a obra do Espírito Santo como eventos simbólicos, e buscam expandir o evangelho para um princípio de crescimento moral da humanidade, justiça social e realização da paz. 
Tal teologia tende a entender Jesus não como o Salvador, mas como uma figura modelo para a humanidade.

         Finalmente, a fé evangélica que enfatiza o evangelho da água e do Espírito centra-se na crença de que Jesus recebeu o batismo de João, tomando assim os pecados do mundo sobre o Seu próprio corpo, derramou o Seu sangue na Cruz, morreu e ressuscitou, lavando assim eternamente todos os pecados da humanidade. 
O Batismo e a Cruz não são eventos separados, mas estão conectados como um único evento evangélico de salvação, e considera-se que a salvação é dada perfeita e imediatamente através da fé. 
O Espírito Santo é dado como a evidência dessa salvação, e essa fé evangélica enfatiza o crer na obra de Jesus em vez de confiar em feitos ou emoções humanas.
 
 

Como o evangelho foi simbolizado?

 

         A história do evangelho tornando-se simbolizado não mostra apenas uma mudança na teologia, mas revela o processo pelo qual a obra de salvação de Deus gradualmente se tornou filosófica e institucionalizada dentro do entendimento humano. 
O batismo e a Cruz de Jesus eram originalmente um evento completo de salvação, mas com o passar do tempo, seu significado foi transformado em símbolos e instituições.

         O período da Igreja Primitiva foi o tempo em que os apóstolos e discípulos pregavam diretamente as palavras de Jesus e criam no batismo e na Cruz como um único evento de salvação. 
Eles proclamavam claramente o evangelho de que Jesus recebeu o batismo de João, tomou os pecados do mundo sobre Seu próprio corpo e expiou esses pecados na Cruz. 
Para eles, o evangelho não era meramente uma doutrina ou ritual, mas um evento real da remissão dos pecados, e o “nascer de novo da água e do Espírito” era proclamado como o núcleo da salvação.

         No entanto, após o falecimento dos apóstolos e o início da era dos Pais da Igreja, o evangelho começou a ser influenciado pela filosofia e pela apologética. 
Os primeiros Pais da Igreja tentaram explicar o evangelho através da filosofia e lógica gregas e, como resultado, a essência experiencial do evangelho foi gradualmente deslocada para uma interpretação teórica.
O batismo foi parcialmente transformado de meio real da remissão de pecados em uma cerimônia de entrada na comunidade de fé, e o evangelho começou a ser entendido na forma de um “ritual místico”. 
Começando com o Concílio de Niceia em 325 d.C., o evangelho entrou no caminho da formalização doutrinária. 
O Concílio distinguiu claramente a divindade e a humanidade de Jesus e estabeleceu a doutrina da Trindade, mas o evento no qual Jesus foi batizado por João e tomou sobre Si os pecados do mundo foi excluído do Credo. 
A partir desse tempo, o batismo passou a ser considerado apenas como um símbolo do Espírito Santo, e o foco da fé foi reduzido da união do batismo e da Cruz para uma fé centrada na Cruz. 
À medida que o evangelho foi sistematizado em torno de doutrinas e credos, ele mudou gradualmente do evento real da salvação para uma declaração de fé.

         Quando a autoridade papal foi fortalecida na era católica medieval, o evangelho tornou-se ainda mais institucionalizado e foi transformado em uma estrutura centrada nos sacramentos. 
A Igreja estabeleceu-se como o único canal de graça, ensinando o batismo como um rito para lavar o pecado original e a Eucaristia como uma cerimônia na qual o sacrifício da Cruz era repetidamente reencenado. 
A essência do evangelho mudou da “fé” para a “realização de rituais”, e a salvação era considerada como algo concedido apenas através da Igreja. Como resultado, o evangelho foi gradualmente substituído por símbolos e cerimônias, e o significado do evento real da redenção tornou-se obscuro.

         Na era da Reforma, Lutero, Calvino, Zuínglio e outros criticaram as doutrinas distorcidas do catolicismo medieval e clamaram por “Somente a Escritura” e “Somente a Fé”. 
Eles iniciaram um movimento de reforma para restaurar o evangelho de volta à Bíblia. 
No entanto, o significado vicário do batismo não foi recuperado. O batismo foi limitado meramente a um sinal de fé, e o derramamento de sangue na Cruz foi enfatizado como a única base da salvação. 
Embora o evangelho tenha retornado mais uma vez a ser “centrado na fé”, o real significado redentor do batismo permaneceu reduzido a um símbolo.

         Na era da igreja moderna e contemporânea, o centro do evangelho gradualmente mudou em direção às emoções pessoais, experiências e ética social. 
A teologia tornou-se mais especializada, e o evangelho foi interpretado em termos de conforto psicológico e ensino moral. 
O batismo passou a ser considerado meramente como uma cerimônia de iniciação, e a Cruz começou a ser entendida apenas como um símbolo de amor e devoção. 
Como resultado, o Evangelho foi substituído não pelo evento real da remissão dos pecados, mas pelo “significado” e “símbolos” sentidos pelos humanos.

         Desta forma, quando olhamos para o fluxo histórico do evangelho, vemos que na era da Igreja Primitiva, o batismo e a Cruz eram um único evento conectado e real de salvação. 
No entanto, com o passar do tempo, o evangelho tornou-se filosófico e doutrinário e, através da Idade Média, seguiu o caminho da ritualização e simbolização. 
Após a Reforma, o evangelho retornou à Bíblia mais uma vez, mas ainda permaneceu um evangelho parcial — isto é, uma fé centrada apenas na Cruz — e, na era moderna, foi enfraquecido até mesmo em interpretações psicológicas e culturais. 
Em última análise, o evangelho foi transformado “de um evento em um símbolo”. 
Os seres humanos reduziram a obra de redenção de Deus a uma questão de entendimento intelectual e, como resultado, o poder do evangelho ficou enterrado dentro de conceitos teológicos. 
Hoje, o Cristianismo permanece não no “evangelho da água e do Espírito”, mas no “evangelho simbólico apenas da Cruz”. 
A restauração do verdadeiro evangelho reside em crer mais uma vez nestes dois eventos — que Jesus foi batizado por João e tomou sobre Si os pecados do mundo, e que Ele foi julgado por esses pecados na Cruz — como um evento completo de salvação.

         Quando visto ao longo da linha do tempo, em 30 d.C., durante a era da Igreja Primitiva, o evangelho era proclamado como um evento real. 
Após o Concílio de Niceia em 325 d.C., o evangelho começou a ser doutrinado. 
De 500 a 1500 d.C., durante a Idade Média, o evangelho fixou-se como um ritual centrado nos sacramentos e, na era da Reforma de 1500 d.C., foi transformado em um evangelho simbólico. 
Então, entrando na era moderna dos anos 2000, o evangelho foi transformado em interpretações psicológicas e culturais.

         No final, o evangelho que a Igreja Primitiva proclamava era “o evento real da salvação realizado através da unidade do batismo e da Cruz”, mas o evangelho que a Igreja proclama hoje permaneceu como uma “fé simbólica”. 
Portanto, para restaurar a essência do evangelho, devemos retornar à fé que crê no batismo e na Cruz de Jesus como um evento redentor completo.
 
 

O Evangelho Real da Igreja Primitiva

 

         O evangelho real da Igreja Primitiva é um tema chave para restaurar a origem da fé, que em muitas denominações hoje é entendida meramente como um símbolo.
O evangelho que a Igreja Primitiva pregava não era uma declaração curta como “Jesus morreu na Cruz pelos nossos pecados”, mas um evangelho real e experiencial que cria no batismo, na Cruz e na ressurreição de Jesus como um evento redentor contínuo.

         Naquela época, os apóstolos e discípulos proclamavam o evangelho centrado na Palavra de “nascer de novo da água e do Espírito”. 
Em João 3:5, Jesus disse: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”. 
A Igreja Primitiva aceitava esta palavra não como uma mera metáfora ou símbolo, mas como a condição real da salvação. 
Para eles, “água” referia-se ao evento de Jesus sendo batizado no Rio Jordão, e “Espírito” referia-se à habitação do Espírito Santo que veio através da morte e ressurreição de Jesus na Cruz. 
Isto é, “água” significava o evento da transferência de pecados, e “Espírito” significava o resultado da redenção, no qual os pecados transferidos foram julgados na Cruz e completados através da ressurreição. 
Portanto, o evangelho da Igreja Primitiva era um evento completo de salvação no qual o batismo, a Cruz e a ressurreição de Jesus eram inseparáveis.

         O batismo de Jesus foi entendido como o evento real no qual os pecados da humanidade foram transferidos para Jesus. 
Em Mateus 3:15, Jesus disse: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça”. 
A Igreja Primitiva interpretou este versículo não como um mero exemplo de obediência, mas como o evento que completou o procedimento justo da salvação de Deus. 
Cria-se que, quando Jesus foi batizado por João Batista, todos os pecados da humanidade foram transferidos para o Seu corpo. 
João Batista, como o último sacerdote pertencente à linhagem de Arão do Antigo Testamento, cumpriu o papel de transferir os pecados da humanidade para Jesus, assim como sob a Lei, os pecados eram transferidos para a oferta sacrificial através da imposição de mãos. 
Levítico 16:21 declara: “Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode”, o que mostra o padrão original deste evento. 
A Igreja Primitiva considerava este evento — que os pecados da humanidade foram transferidos através do batismo de Jesus — como o ponto de partida do evangelho.

         A Cruz de Jesus foi o julgamento real de Deus sobre os pecados que haviam sido transferidos. 
Porque Jesus carregou todos os pecados da humanidade sobre o Seu corpo através do batismo, o sangue que Ele derramou na Cruz foi o julgamento justo de Deus sobre esses pecados e o ato de expiação perfeita. 
Isaías 53:5 diz: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades”, predizendo que o sacrifício de Jesus seria a realidade da expiação. 
A Igreja Primitiva testificava do sangue de Jesus não como um mero símbolo, mas como a evidência real da expiação. 
Para eles, o sangue da Cruz não era simplesmente um sinal de morte, mas o resultado real dos pecados que já haviam sido transferidos através do batismo sendo julgados. 
Em outras palavras, eles entendiam que sem o batismo, a morte da Cruz não poderia estar diretamente conectada aos pecados da humanidade.

         A ressurreição de Jesus foi o evento que testificou a conclusão da remissão dos pecados e a vinda do Espírito Santo. 
Romanos 4:25 diz: “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação”. 
A Igreja Primitiva considerava a ressurreição não meramente como um evento milagroso, mas como a confirmação de Deus de que a remissão dos pecados havia sido completamente realizada. 
Além disso, a ressurreição foi o ponto em que a habitação do Espírito Santo começou, e o registro no Livro de Atos de que os discípulos receberam o Espírito Santo foi porque eles haviam crido no evangelho do batismo e da Cruz de Jesus em seus corações.

         A estrutura do evangelho na Igreja Primitiva era clara. 
Primeiro, através do batismo de Jesus, os pecados do mundo foram transferidos para Ele (Mateus 3:13-17); 
segundo, através de Sua morte na Cruz, os pecados que haviam sido transferidos foram realmente julgados e a expiação foi realizada (João 19:30; Isaías 53:5-6); 
terceiro, através da ressurreição, a justiça foi confirmada e a presença do Espírito Santo começou (Romanos 4:25; Atos 2:32-33); 
e quarto, eles testificavam que aqueles que criam neste evangelho nasciam de novo da água e do Espírito e recebiam a remissão de pecados (João 3:5; Marcos 16:16).

         O evangelho da Igreja Primitiva mostra uma clara diferença do evangelho simbólico de hoje. 
A Igreja Primitiva entendia o batismo, a Cruz e a ressurreição como um evento inseparável de salvação, mas muitas denominações hoje reduziram o batismo a um mero ritual de confissão de fé, centrando-se apenas no sangue da Cruz. 
Na Igreja Primitiva, o batismo era a transferência real do pecado e o ponto de partida da salvação, mas na igreja moderna ele degenerou em um ato simbólico. 
Além disso, a Cruz na Igreja Primitiva era o julgamento dos pecados que haviam sido transferidos, mas hoje é entendida meramente como um símbolo da remissão de pecados. 
Portanto, o evangelho da Igreja Primitiva era um evangelho real e experiencial de completa remissão de pecados, enquanto o evangelho de hoje tornou-se uma fé simbólica parcial e conceitual.

         Em conclusão, o evangelho da Igreja Primitiva foi o evento no qual Jesus recebeu o batismo e tomou sobre Si os pecados do mundo, foi julgado no lugar desses pecados na Cruz e realizou a justiça através de Sua ressurreição. 
Eles chamavam este evangelho de “o evangelho da água e do Espírito”, e testificavam que aqueles que criam nele recebiam a remissão dos pecados e o Espírito Santo como um dom. 
Este evangelho era o evangelho real que a Igreja Primitiva proclamava, e é a verdade da salvação que devemos recuperar hoje.
 
 

Como o Evangelho Real da Igreja Primitiva foi Omitido do Credo dos Apóstolos e do Credo Niceno?

 

         O evangelho real da Igreja Primitiva — isto é, a perspectiva que considerava o batismo, a crucificação e a ressurreição de Jesus como um evento salvífico contínuo — gradualmente enfraqueceu ou foi omitido nas confissões credais formais do Credo dos Apóstolos e do Credo Niceno com o passar do tempo.
Essa mudança pode ser entendida não apenas como uma regressão teológica, mas como um processo histórico que surgiu das diferenças nos propósitos literários, contextos polêmicos e estruturas litúrgicas da Igreja naquela época.

         Primeiro, os escritos iniciais após o período da Igreja Primitiva colocaram maior foco na prática do batismo pelos fiéis, em vez do significado redentor do próprio batismo de Jesus.
A Didaqué 7 fornece instruções detalhadas sobre a maneira concreta de administrar o batismo — por exemplo, o tipo de água a ser usada ou o derramamento tríplice — mas não interpreta o significado redentor do batismo de Jesus no Rio Jordão em um sentido teológico.
Na Apologia de Justino Mártir, capítulo 61, ele também enfatizou a necessidade de arrependimento e jejum antes do batismo e o procedimento de ser “lavado com água em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, mas não conectou o próprio batismo de Jesus ao evento da redenção.
A obra Sobre o Batismo, de Tertuliano, da mesma forma valorizou muito o batismo como “o sacramento da água que lava os pecados e leva à vida eterna”, mas a preocupação principal permaneceu centrada na teologia do batismo dos crentes e nos regulamentos da igreja.
Dentro dessa tendência, o peso dos escritos iniciais passou a repousar mais no batismo dos crentes do que no batismo de Jesus e, como resultado, o ponto de vista de que “o batismo de Jesus é o ponto de partida da transferência de pecados” encontrou pouco espaço para se desenvolver em uma cláusula central nos credos públicos.
Embora o significado do batismo fosse discutido em sermões e comentários através de passagens bíblicas como Mateus 3:15, o credo era um gênero com um propósito essencialmente diferente.

         No caso do Credo dos Apóstolos, sua origem estava nas interrogações batismais usadas durante os ritos batismais.
O Antigo Credo Romano, a confissão de fé primitiva da igreja romana antiga, desenvolveu-se entre os séculos VI e VIII para uma forma próxima da atual.
Como o propósito dessa confissão era pedir aos catecúmenos, antes do batismo, que afirmassem os pontos principais da fé, não se pretendia descrever os processos detalhados ou mecanismos teológicos da redenção.
Assim, o texto resume concisamente o grande fluxo da salvação — “Encarnação – Paixão – Cruz – Ressurreição – Segunda Vinda” — e não menciona diretamente o evento do batismo de Jesus.
No final, em vez de se referir ao próprio batismo de Jesus, o Credo dos Apóstolos funcionou como uma estrutura de fé confessada através do ato do batismo.

         No caso do Credo Niceno-Constantinopolitano (381 d.C.), seu propósito era muito mais claramente definido.
No século IV, a maior questão enfrentada pela Igreja era a controvérsia ariana, cuja questão central era como definir a divindade e a humanidade de Jesus Cristo.
O Concílio focou em estabelecer a doutrina trinitária, afirmando que “o Filho, como verdadeiro Deus, possui a mesma essência que o Pai”.
Portanto, o texto do Credo confessa os eventos redentores centrais — “o Filho encarnou da Virgem Maria através do Espírito Santo, foi crucificado por nós e ressuscitou” — mas não menciona o batismo de Jesus no Jordão.
Ele apenas inclui a cláusula: “Reconhecemos um só batismo para a remissão dos pecados”, que se refere não ao batismo de Jesus, mas ao batismo sacramental da Igreja.
Em outras palavras, este Credo, como produto de controvérsia doutrinária, concentrou-se em definir “a natureza do Filho”, enquanto o significado teológico do batismo de Jesus como “o início da transferência de pecados” não era um tópico de discussão.

         Em última análise, as razões pelas quais o evento do batismo de Jesus foi omitido dos Credos podem ser resumidas em vários fatores funcionais.
Primeiro, a diferença de gênero e propósito.
Visto que os Credos pretendiam ser declarações concisas de verdades essenciais para abordar cismas ou heresias dentro da Igreja, a lógica interna detalhada do processo redentor — a saber, que a transferência do pecado ocorreu no batismo, que o pecado foi julgado na Cruz e que a justiça foi completada através da ressurreição — foi deixada para os domínios da exegese, pregação e instrução catequética.
Segundo, a influência da estrutura litúrgica.
O Credo dos Apóstolos estava enraizado na estrutura interrogativa tríplice do rito batismal (“Você crê no Pai? Você crê no Filho? Você crê no Espírito Santo?”); portanto, o evento do batismo de Jesus não se encaixava naturalmente nessa estrutura.
Terceiro, o foco do debate teológico.
O principal campo de batalha dos concílios do século IV era a questão da divindade e humanidade de Cristo e, assim, a lógica interna da transferência de pecados através do batismo não estava entre as questões centrais.

         Visto dessa forma, o Credo dos Apóstolos e o Credo Niceno preservaram a “estrutura central do evangelho” — Encarnação, Cruz, Ressurreição — mas o significado teológico do batismo de Jesus no Jordão, isto é, o ponto de partida do drama redentor como “o batismo que cumpre toda a justiça”, foi classificado como um detalhe além do escopo pretendido dos Credos e, portanto, omitido.
Isso deve ser entendido não como uma negação deliberada, mas como uma abreviação estrutural decorrente das diferenças de gênero e tarefa teológica.
Em outras palavras, o evangelho real da Igreja Primitiva permaneceu vivo na esfera da pregação e exposição bíblica, mas dentro da estrutura formal dos Credos oficiais — resumidos como confissões concisas refletindo o foco de controvérsias doutrinárias — o significado redentor do batismo foi deslocado de sua posição central.
 
 

Em Mateus 7:13, as palavras “Entrai pela porta estreita” ditas por Jesus referem-se a que tipo de fé?

 

         Em Mateus 7:13, a exortação de Jesus, “Entrai pela porta estreita”, não é um mero aviso moral ou ensinamento ético, mas um convite à salvação que revela a essência da verdadeira fé.
Esta palavra aponta para a justiça de Deus — que não pode ser alcançada pelo esforço humano ou por obras religiosas — a porta da salvação na qual se pode entrar somente através de Jesus Cristo.
Da perspectiva evangélica da Igreja Primitiva, esta “porta estreita” significa a porta através do evangelho da água e do Espírito, isto é, a porta da justiça de Deus aberta através do batismo, da Cruz e da ressurreição de Jesus.

         Este dito pertence à parte final do Sermão da Montanha, e através desta passagem, Jesus advertiu contra a fé hipócrita e a falsa crença.
Jesus disse: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7:13-14).
Isso enfatiza que o verdadeiro caminho da salvação pode parecer estreito e difícil para os padrões humanos, mas apenas aqueles que aceitam a justiça de Deus pela fé podem passar por essa porta.

         A “porta estreita” de que Jesus falou simboliza o caminho que leva à justiça de Deus.
Quando Jesus foi batizado por João no Rio Jordão, Ele disse: “ Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça” (Mateus 3:15).
Aquele batismo foi o próprio evento no qual todos os pecados da humanidade foram transferidos para o corpo de Jesus.
Portanto, o comando “Entrai pela porta estreita” significa crer e entrar na justiça de Deus, a qual Jesus realizou ao tomar sobre Si os pecados da humanidade através do Seu batismo e ao expiar esses pecados na Cruz.

         Por outro lado, a “porta larga” simboliza a justiça e o esforço humanos.
O caminho de tentar obter a salvação através das próprias obras e rituais religiosos é a porta larga.
Muitos caminham nesta estrada, mas ela leva, em última análise, à perdição.
Paulo declarou claramente em Romanos 10:3: “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus”, deixando claro que a humanidade não pode se aproximar de Deus através da justiça humana.

         Os santos da Igreja Primitiva não receberam esta palavra como uma mera parábola ou aviso.
Eles entenderam o comando “Entrai pela porta estreita” como um chamado à salvação — “Nascer de novo da água e do Espírito”.
Quando Jesus foi batizado no Rio Jordão, os pecados da humanidade foram transferidos para Ele; na Cruz, esses pecados foram julgados por Deus; e através da ressurreição, a justiça foi cumprida.
Portanto, crer neste evangelho era a fé que entrava pela porta estreita.
A Igreja Primitiva pregava este evangelho — que “Jesus Cristo foi batizado por João para carregar os nossos pecados, derramou Seu sangue e morreu na Cruz, e através da Sua ressurreição nos tornou justos” — como a porta estreita, isto é, o evangelho da água e do Espírito.

         Contudo, hoje muitas pessoas confessam que creem em Jesus, mas se essa fé não estiver edificada sobre o evangelho unido do batismo e da Cruz, elas ainda permanecem na fé que entra pela “porta larga”.
Entrar pela porta estreita não significa meramente tomar uma decisão religiosa ou ter uma fé fervorosa, mas significa a fé que verdadeiramente crê no batismo, na Cruz e na ressurreição de Jesus como os eventos reais da salvação.
Apenas aqueles que aceitam o evangelho de que Jesus carregou os pecados do mundo através do Seu batismo, de que esses pecados foram julgados na Cruz e de que através da Sua ressurreição a justiça de Deus foi cumprida, podem entrar por essa porta estreita.

         Em última análise, as palavras “Entrai pela porta estreita” são um convite para crer na transferência de pecados através do batismo de Jesus, na expiação na Cruz e na justiça completada através da ressurreição.
Essa porta é de fato estreita e poucos a encontram, mas no fim desse caminho estão a remissão dos pecados, a habitação do Espírito Santo e a vida eterna.
Este é precisamente o evangelho da água e do Espírito que a Igreja Primitiva cria e proclamava, e a verdadeira fé que entra na porta estreita da justiça de Deus.
A Porta Larga e a Porta Estreita

         Na passagem de hoje, Mateus 7:13, Jesus diz: “Entrai pela porta estreita”.
Esta declaração não é apenas uma advertência moral ou um chamado para uma decisão religiosa, mas uma declaração de salvação que revela qual dos dois caminhos a humanidade deve escolher.
Deus colocou diante da humanidade duas portas:
uma é a porta larga — o caminho da Lei — e a outra é a porta estreita — o caminho do Evangelho.
Exteriormente, ambas falam de “fé”, mas o conteúdo e a direção dessa fé são completamente diferentes.
Jesus nos ordenou a escolher a porta estreita que leva à vida.

         A porta larga é o caminho baseado em obras e esforços humanos.
Por natureza, os humanos têm o desejo de se tornarem justos por si mesmos.
A ilusão de que guardar a Lei tornará alguém justo diante de Deus é precisamente a porta larga.
Contudo, pelo esforço humano, ninguém pode alcançar a perfeita justiça de Deus.
Este caminho pode parecer exteriormente piedoso e religioso, mas, no fim, é o caminho de estabelecer a própria justiça, e o seu fim é a perdição.
É por isso que Jesus disse: “Larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela”.

         Em contraste, a porta estreita é o caminho que leva à justiça de Deus.
Quando Jesus foi batizado por João Batista no Rio Jordão, Ele disse: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça”.
Este não foi um mero ato de obediência, mas o evento no qual Ele estava completando a justiça de Deus para a salvação da humanidade.
Quando Jesus foi batizado, os pecados da humanidade foram transferidos para o Seu corpo, e Ele carregou todos os pecados do mundo.
Então, na Cruz, esses pecados foram julgados e, através da Sua ressurreição, a justiça de Deus foi cumprida.

         Portanto, a porta estreita é a porta pela qual se entra crendo no caminho do evangelho que foi realizado através do batismo, da Cruz e da ressurreição de Jesus.
Esta porta não pode ser aberta por obras humanas.
Através da bondade humana, devoção religiosa ou justiça legalista, ninguém jamais pode passar por essa porta.
Apenas aqueles que creem no evangelho de que Jesus tomou sobre Si os nossos pecados quando foi batizado no Rio Jordão, de que Ele suportou o julgamento por esses pecados na Cruz em nosso lugar, e de que Ele realizou a justiça através da Sua ressurreição, podem entrar por essa porta estreita.
As palavras de Jesus, “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5), apontam precisamente para esta verdade.

         A Igreja Primitiva não recebeu estas palavras como uma mera advertência, mas como um convite ao evangelho.
Eles entenderam o comando “Entrai pela porta estreita” como um chamado para “Nascer de novo da água e do Espírito”.
Crer no evangelho de que através do batismo de Jesus os pecados foram transferidos, de que na Cruz esses pecados foram julgados, e de que através da ressurreição a justiça foi realizada — esta era a fé que entrava pela porta estreita.
Aqueles que tinham esta fé viviam com a certeza da remissão dos pecados, desfrutavam da habitação e da paz do Espírito Santo, e viviam uma vida humilde abandonando a sua própria justiça e vivendo pela justiça de Deus.

         Ainda hoje, muitas pessoas confessam que creem em Jesus, mas se essa fé não estiver edificada sobre o evangelho do batismo e da Cruz de Jesus, elas ainda permanecem na porta larga.
A porta larga é o caminho da fé religiosa, permanecendo na justiça humana e no zelo doutrinário, mas a porta estreita é o evangelho da redenção, a porta da salvação aberta por Deus.
Entrar pela porta estreita não significa meramente tomar uma decisão religiosa, mas aproximar-se de Deus com a fé que crê no batismo, na Cruz e na ressurreição de Jesus como os eventos reais da salvação.

         Em última análise, as palavras “Entrai pela porta estreita” são um convite do evangelho para entrar na justiça de Deus.
Através do batismo de Jesus, os pecados da humanidade foram transferidos para Ele; na Cruz, esses pecados foram julgados; e através da ressurreição, a justiça de Deus foi completada.
Apenas aqueles que creem neste evangelho entram pela porta que leva à vida.
Essa porta é estreita e poucos a encontram, mas no fim desse caminho estão a remissão dos pecados, o dom do Espírito Santo e a vida eterna.

         A conclusão deste sermão reúne-se em uma confissão:
“Senhor, permite-me entrar não pela porta larga, mas pela porta estreita. Eu creio que Jesus foi batizado no Rio Jordão para carregar os meus pecados, e que Ele suportou o julgamento por esses pecados na Cruz em meu lugar. Permite-me viver em obediência à justiça de Deus dentro desta fé. Amém.”
 
 

O Que É o Evangelho Que Leva à Vida?

 

         O “evangelho que leva à vida” mencionado na Bíblia não é uma mera crença religiosa ou um amor emocional por Jesus, mas a fé que crê no evento real da salvação que o Próprio Jesus Cristo realizou — a saber, o evangelho da água e do Espírito.
Apenas este evangelho é o verdadeiro evangelho que livra as pessoas do pecado e da morte e as leva à vida eterna, e nele, a justiça de Deus é perfeitamente revelada.

         Primeiro, o centro do evangelho da vida reside na justiça de Deus. O Apóstolo Paulo disse em Romanos 1:17: “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé”.
O evangelho que leva à vida não se baseia na justiça humana ou em boas obras.
É o evangelho estabelecido unicamente sobre o fato de que Jesus cumpriu completamente a justiça de Deus.
Os seres humanos não podem obter a salvação através das suas próprias obras; eles são justificados apenas dentro da justiça de Deus que o Próprio Jesus realizou.
Portanto, o evangelho não é algo completado pelo esforço humano, mas o evangelho da justiça de Deus, no qual o Próprio Deus realizou a salvação e nos permite recebê-la pela fé.

         Este evangelho da vida é concretamente revelado como “o evangelho da água, do sangue e do Espírito”.
1 João 5:6 registra: “Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo”.
O batismo de Jesus, o sangue da Cruz e o Espírito Santo que veio através da ressurreição são um evento redentor inseparável.
O batismo de Jesus foi o evento no qual os pecados do mundo foram transferidos para o corpo de Jesus, e a Cruz foi o evento no qual esses pecados transferidos foram completamente expiados sob o julgamento de Deus.
E a ressurreição foi o evento que confirmou que a expiação tinha sido perfeitamente realizada, concedendo a vida eterna aos crentes através da vinda do Espírito Santo.
Estes três eventos nunca existem separadamente, mas estão unidos como um evangelho completo.

         No momento em que Jesus foi batizado por João, Ele carregou todos os pecados da humanidade.
As palavras de Mateus 3:15, “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça”, mostram o próprio início dessa redenção.
Na Cruz, Jesus carregou pessoalmente os pecados que tinham sido transferidos através desse batismo e derramou o Seu sangue, morrendo sob o justo julgamento de Deus.
Esse sangue não foi um mero símbolo, mas a evidência da expiação na qual o julgamento de Deus sobre os pecados da humanidade foi realmente completado.
E através da ressurreição, Jesus venceu o pecado e a morte e realizou a justiça.
Esta ressurreição não foi um mero milagre, mas o início de uma nova vida na qual, juntamente com o cumprimento da salvação, o Espírito Santo veio habitar naqueles que creem.

         Portanto, o evangelho que leva à vida é o evangelho da água (batismo), do sangue (Cruz) e do Espírito (ressurreição), e a fé que crê nestes três eventos como um só é a fé que leva à vida.
A fé legalista baseia-se em obras e esforços humanos, mas o evangelho da vida é a fé fundada sobre o batismo e a obra da Cruz de Jesus.
A fé legalista busca a remissão de pecados através de esforços humanos como arrependimento, jejum e orações repetidas, mas o evangelho da vida aceita a remissão de pecados crendo que os pecados já foram transferidos através do batismo de Jesus e completamente julgados através da Cruz.
Assim, a fé legalista permanece em constante ansiedade e arrependimento repetido, enquanto o evangelho da vida desfruta da remissão assegurada dos pecados e da paz do Espírito Santo.
Se o caminho da Lei é o zelo para estabelecer a própria justiça, o caminho do evangelho é o caminho da vida que produz o fruto da gratidão e de uma vida santa.

         O Próprio Jesus demonstrou este evangelho da vida.
Quando Ele foi batizado no Rio Jordão, Ele carregou todos os pecados da humanidade sobre o Seu corpo.
E na Cruz, Ele recebeu o julgamento por esses pecados em nosso lugar e cumpriu a justiça de Deus.
Pela Sua ressurreição, Ele confirmou que a remissão de pecados tinha sido completamente realizada e, pelo poder dessa ressurreição, Ele deu o Espírito Santo àqueles que creem, concedendo-lhes a vida eterna.
Esta ordem de redenção — carregar os pecados através do batismo, julgar os pecados através da Cruz e dar vida através da ressurreição — é o evangelho que leva à vida.

         Há evidências claras naqueles que creem neste evangelho.
Primeiro, o sentimento de culpa desaparece do coração, porque há a certeza de que Jesus já carregou todos os pecados.
Segundo, o Espírito Santo habita interiormente. Ao crer no batismo e no sangue de Jesus, o Espírito Santo habita naquele que não tem pecado e dá paz.
Terceiro, a pessoa passa a desejar pregar o evangelho. Aquele que recebeu a vida ganha um coração que deseja compartilhar essa vida.
Quarto, a vida torna-se cheia da Palavra e de ações de graças. A pessoa não vive mais sob o medo da Lei, mas vive em liberdade e alegria dentro da graça de Deus.

         Em última análise, o evangelho que leva à vida é “o evangelho da água e do Espírito”.
Aqueles que creem neste evangelho — que Jesus recebeu o batismo no Rio Jordão, derramou o Seu sangue e morreu na Cruz, e realizou a justiça através da Sua ressurreição — já são aqueles que passaram da morte para a vida.
Assim como Jesus disse: “Estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida”, este caminho pode parecer estreito e difícil aos olhos do mundo, mas apenas este caminho é o verdadeiro caminho da salvação e o caminho que leva à vida eterna.

         Em resumo, o evangelho que leva à vida é o evangelho do batismo, da Cruz e da ressurreição de Jesus.
Através do batismo de Jesus, os nossos pecados foram transferidos para Ele; na Cruz, esses pecados foram julgados; e através da Sua ressurreição, a vida foi aperfeiçoada.
Aqueles que creem neste evangelho já passaram da morte para a vida e desfrutarão da vida eterna dentro da justiça de Deus.
Este é o verdadeiro evangelho de que a Bíblia testifica — o evangelho que leva à vida.
 
 

O que significa quando Ele disse: “A porta que leva à perdição é larga”?

 

         As palavras de Mateus 7:13: “larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela”, não são meramente um aviso moral de que as pessoas do mundo cometem pecados.
O propósito pelo qual Jesus falou estas palavras foi avisar sobre o resultado daqueles que deixam o caminho do evangelho — o caminho da salvação que Deus designou — e vão, em vez disso, pelo caminho da fé feito por eles mesmos, isto é, o caminho que confia na Lei e em obras religiosas.
A porta larga significa todos os caminhos pelos quais as pessoas tentam alcançar a salvação de acordo com a sua própria justiça, e esta declaração de Jesus foi a Sua declaração que destruiu a fé centrada na lei e a crença religiosa formal que se opõem ao evangelho.

         Jesus disse: “Entrai pela porta estreita”, apresentando o caminho que leva à vida.
No entanto, ao mesmo tempo, Ele disse que existe “uma porta larga”.
Esta porta larga não é a porta aberta por Deus, mas a porta feita pelo homem.
Exteriormente, parece ser uma porta de fé, mas dentro dela residem a justiça própria, as obras e o esforço religioso.
Em Romanos 10:3, Paulo avisou: “Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus”.
Esta é precisamente a essência da fé da porta larga.
Dentro dessa porta estão incluídas todas as tentativas de se tornar justo guardando a Lei ou de ganhar a salvação através da própria piedade e obras.

         Este caminho parece atraente para muitas pessoas, porque é uma fé que podem praticar pela sua própria capacidade.
As pessoas oram, dão ofertas, servem e jejuam para mostrar a sua piedade, mas quando todos esses atos são direcionados para a satisfação da sua própria justiça, esse caminho torna-se um caminho que exclui a justiça de Deus.
Jesus disse que este caminho “leva à perdição”.
A porta larga simboliza a fé centrada no homem, o esforço legalista e a forma religiosa de fé, e no seu fim, não aguarda a vida, mas a perdição.

         Teologicamente falando, a porta larga representa o caminho da Lei.
Os seres humanos, por natureza, têm uma tendência de tentar se tornar justos por si mesmos em vez de depender de Deus.
Portanto, buscam a salvação guardando a Lei, mas esse caminho nunca pode levar a Deus.
Em contraste, a porta estreita é o caminho do evangelho.
Este caminho é estabelecido não por obras humanas, mas pela justiça de Deus — isto é, através do batismo e da Cruz de Jesus.
Quando Jesus foi batizado no Rio Jordão, Ele tomou sobre Si os pecados do mundo, e ao receber o julgamento por esses pecados na Cruz, Ele cumpriu a justiça de Deus.
Aquele que crê neste evangelho é aquele que entra pela porta estreita.

         A “porta larga” de que Jesus falou inclui não apenas os pagãos fora do mundo, mas também aqueles dentro da religião.
Aqueles que afirmam crer em Deus, mas não conhecem o verdadeiro caminho do evangelho, pertencem a este grupo.
Jesus disse: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mateus 7:21).
Alguns profetizam em nome de Jesus, expulsam demônios e realizam obras poderosas, mas porque não creem no evangelho do batismo e da Cruz de Jesus, o Senhor diz-lhes: “Nunca vos conheci”.
Este é o fim da fé religiosa que entrou pela porta larga.

         Portanto, o contraste entre a “porta larga e a porta estreita” não se refere simplesmente à diferença entre o bem e o mal.
Mostra a diferença entre a Lei e o evangelho, entre a justiça humana e a justiça de Deus, entre religião e fé.
A porta larga é o caminho centrado no homem, enquanto a porta estreita é o caminho centrado em Deus.
A porta larga depende de obras e esforço, mas a porta estreita baseia-se na fé e na graça.
A porta larga é uma porta feita pelo homem, mas a porta estreita é a porta que o Próprio Jesus abriu.
A porta larga simboliza a Lei, a justiça própria e o formalismo religioso, enquanto a porta estreita simboliza a justiça do evangelho através do batismo e da Cruz de Jesus.
Em última análise, a porta larga termina no fracasso do caminho que busca justificar a si mesmo, mas a porta estreita leva à vida através da remissão de pecados e da habitação do Espírito Santo.

         De uma perspectiva do evangelho, a porta larga significa uma fé que rejeita o evangelho da água e do Espírito.
Deus realizou a Sua justiça através do batismo e da Cruz de Jesus.
No entanto, muitos consideram o batismo como um mero símbolo ou buscam ser reconhecidos por Deus através das suas obras e esforços.
Alguns dizem: “É suficiente crer apenas na Cruz”, mas se alguém não crê que Jesus, ao receber o batismo, tomou sobre Si os pecados do mundo em Seu corpo, então mesmo o sangue da Cruz não pode ser conectado aos seus próprios pecados.
Em última análise, tal fé permanece na justiça própria, e o seu fim leva à perdição.

         Em conclusão, a porta larga é a porta da religião, e a porta estreita é a porta do evangelho.
Jesus disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9).
O Próprio Jesus é a porta que leva à vida.
Mas essa porta nunca é larga.
Apenas aqueles que creem no evangelho do batismo e da Cruz de Jesus podem entrar por ela.
Esforços religiosos humanos, rituais doutrinários e obras morais podem parecer a porta estreita, mas no fim, são a porta larga, e o seu fim não é a vida, mas a perdição.

         Em resumo, a porta larga é a porta da salvação feita pelo homem — o caminho que busca tornar-se justo através da justiça própria e de obras religiosas.
Mas a porta estreita é a porta da salvação aberta por Deus — a porta do evangelho da água e do Espírito, na qual Jesus recebeu o batismo no Rio Jordão para carregar os nossos pecados, foi julgado por esses pecados na Cruz e, através da Sua ressurreição, realizou a justiça.
Apenas aqueles que entram nesta porta pela fé são levados à vida.
Esta é a própria razão pela qual Jesus disse: “Entrai pela porta estreita”, e é o núcleo do evangelho que revela o verdadeiro caminho da salvação.

         O evangelho da água e do Espírito foi a Palavra da verdade que nos salva de todo o pecado.
Isto é porque Jesus Cristo é o Salvador que nos ama e nos livrou de todos os nossos pecados.
Jesus Cristo é o nosso Salvador, o nosso Deus e o nosso Noivo.
Porque Jesus Cristo foi batizado por João para tirar os nossos pecados e foi crucificado para nos salvar, devemos guardar este evangelho pela fé.

         Vamos nos apegar firmemente à fé que crê na Palavra do evangelho da água e do Espírito que o Senhor nos deu.
Aleluia! Louvado seja o nosso Senhor.
 
 

O Que É o Didaquê?

 

         O Didaquê é um dos documentos mais importantes da Igreja Primitiva, e seu nome em grego significa “O Ensino”.
Seu título completo é O Ensino dos Doze Apóstolos, e é um registro precioso que mostra como os ensinamentos do evangelho entregues pelos apóstolos eram realmente praticados na vida da Igreja.
Estima-se que tenha sido escrito por volta do final do século I, aproximadamente entre 70 e 120 d.C., e é considerado um dos manuais catequéticos mais antigos da Igreja que existiu quase contemporaneamente ao Novo Testamento.
O Didaquê contém os padrões de adoração da Igreja Primitiva, os regulamentos para o batismo e a Ceia do Senhor, diretrizes éticas para a vida do crente, e os princípios de organização e missão da igreja — conteúdos práticos para viver a vida de fé.
Em outras palavras, o Didaquê pode ser chamado de guia prático e manual de vida da Igreja Primitiva que mostra como o ensino apostólico do evangelho era realizado na vida real da Igreja.

         O conteúdo do Didaquê é composto em grande parte por quatro partes.
Primeiro, O Ensino dos Dois Caminhos contrasta o caminho da vida e o caminho da morte, ensinando como um cristão deve viver.
Inclui exortações morais como “Amai o vosso inimigo” e “Afastai-vos da ganância e da fornicação”.
Segundo, Os Regulamentos para Ritos da Igreja apresentam instruções concretas sobre o batismo, a oração e o jejum.
O batismo deve ser administrado “em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, e, se possível, ser realizado em água corrente — isto é, em água viva.
Também ensina os fiéis a recitar e orar a Oração do Senhor três vezes ao dia.
Terceiro, Os Regulamentos sobre a Eucaristia contêm em detalhes as orações de ação de graças da Igreja Primitiva para a Eucaristia; diferente do serviço eucarístico de hoje, enfatiza a gratidão e o significado da comunhão comunitária em vez do derramamento do sangue de Jesus.
Quarto, As Instruções Referentes a Apóstolos, Profetas e Líderes da Igreja fornecem conselhos práticos sobre os critérios para distinguir verdadeiros apóstolos de falsos profetas, os princípios de adoração e oferta dominical, e a maneira de nomear bispos e diáconos na Igreja.

         De uma perspectiva teológica, o Didaquê é um documento de transição que faz a ponte entre a Era Apostólica e a Era Patrística, mostrando a forma simples e prática de fé da Igreja Primitiva.
Este período foi anterior ao surgimento de controvérsias doutrinárias complexas como a Trindade ou a divindade e humanidade de Jesus Cristo; portanto, o Didaquê focava mais na vida e na prática do que em debates teológicos.
Em particular, seus registros detalhados sobre o batismo e a Eucaristia são considerados fontes históricas altamente valiosas para entender como a adoração e os sacramentos da Igreja se desenvolveram após o período do Novo Testamento.

         Quando o Didaquê é comparado com o Credo Niceno, a diferença no caráter dos dois documentos torna-se claramente visível.
O Didaquê, um documento do final do século I, tratava da vida cristã prática e dos regulamentos da Igreja, enquanto o Credo Niceno, estabelecido em 325 d.C., é uma confissão de fé doutrinária que enfatiza a divindade de Jesus Cristo e a Trindade.
O entendimento do Didaquê sobre o batismo era uma instrução prática simples centrada no arrependimento e na transformação, enquanto no Credo Niceno, o batismo tomou a forma de uma confissão formal em vez de uma definição teológica.
Além disso, o Didaquê enfatizava a ética, a ação de graças e a adoração comunitária, mas após o Credo Niceno, a Igreja desenvolveu-se gradualmente para uma forma de adoração institucional e centrada na doutrina.

         O Didaquê tinha sido esquecido por muito tempo.
No entanto, em 1873, um monge de Constantinopla chamado Philotheos Bryennios descobriu este documento entre manuscritos antigos, trazendo-o de volta à luz.
Posteriormente, o Didaquê foi incluído nos Pais Apostólicos e é agora reconhecido como um documento cristão primitivo muito importante nos estudos teológicos.

         Em resumo, o Didaquê é um guia prático que mostra como o ensino apostólico do evangelho era realizado na vida real da Igreja Primitiva, transmitindo vividamente a adoração, o batismo, a Eucaristia e a fé ética da Igreja daquela época.
Ainda hoje, o Didaquê permanece um recurso precioso que nos ajuda a entender a forma pura de fé da Igreja Primitiva e nos leva de volta à vida essencial do evangelho.
 
 

Como o batismo e a Eucaristia no Didaquê estão conectados ou são diferentes do Evangelho da Bíblia (especialmente o batismo de Jesus e a cruz)?

 

         O entendimento do batismo e da Eucaristia apresentado no Didaquê é um registro valioso que mostra a vida de fé real da Igreja Primitiva, mas tem uma clara diferença da profundidade do evangelho redentor testificado na Bíblia.
O Didaquê é um documento que enfatiza a prática da fé, a vida ética e a ordem da comunidade, contendo a “aplicação do evangelho na vida”, mas seu foco teológico difere do evangelho centrado na “justiça de Deus e no evento redentor” testemunhado na Bíblia.

         Primeiro, quando olhamos para o entendimento do batismo, o Didaquê considerava o batismo como um símbolo da remissão de pecados e um sinal de arrependimento.
Ele ensina que o batismo deve ser administrado “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”, e que, se possível, deve ser feito com água corrente, mas se não houver água suficiente, pode ser derramada sobre a cabeça.
O batismo é apresentado significando que aquele que se arrependeu começa uma nova vida diante de Deus, e era entendido como um ato de confissão de fé e conversão ética.
Em contraste, no evangelho da Bíblia, o batismo aparece não como um mero símbolo, mas como um evento real de redenção.
O recebimento do batismo por Jesus de João não foi simplesmente para dar um exemplo, mas foi um evento histórico no qual Ele tomou sobre Si os pecados do mundo em Seu corpo.
Em Mateus 3:15, Jesus disse: “Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça”, e naquele exato momento, a Bíblia testifica que os pecados da humanidade foram transferidos para Jesus.
Portanto, a essência do batismo bíblico não é um símbolo de arrependimento, mas a transferência de pecado e o ponto de partida da salvação, o evento redentor no qual a justiça de Deus é cumprida.
Enquanto o Didaquê focava no arrependimento humano e na piedade, o evangelho da Bíblia enfatiza o plano redentor de Deus e a obra de expiação.

         O entendimento da Eucaristia também mostra diferenças entre as duas tradições.
A Eucaristia no Didaquê é descrita como uma refeição comunitária centrada na ação de graças (εὐχαριστία, eucharistia).
Dentro dela aparecem expressões como “Nós damos graças pelo fruto da videira” e “Nós damos graças pelo pão da vida”, contudo não há quase menção alguma do sangue de Jesus na Cruz.
A Eucaristia era entendida primariamente como uma refeição comunitária simbolizando a ação de graças a Deus e a unidade da Igreja.

         Em contraste, a Eucaristia na Bíblia não é uma simples refeição de ação de graças, mas um rito de fé comemorando o evento redentor realizado através da carne e do sangue de Jesus.
Jesus disse: “E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.” (Lucas 22:19-20), colocando assim o centro da Eucaristia no sangue da expiação.
A Eucaristia na Bíblia é a confirmação da remissão de pecados, a mesa da graça onde os crentes lembram e participam do sacrifício de Jesus Cristo pela fé.
Portanto, enquanto o Didaquê entendia a Eucaristia como uma expressão de ação de graças comunitária e unidade, a Eucaristia da Bíblia é estabelecida como uma comemoração real da redenção e expiação.

         Para resumir as diferenças teológicas entre as duas tradições: o Didaquê focava na ética, no arrependimento e nas práticas da comunidade, enquanto o evangelho da Bíblia centra-se na redenção, na remissão de pecados e na salvação através da fé.
O entendimento do evangelho do Didaquê enfatizava os ensinamentos e a vida exemplar de Jesus, mas o evangelho da Bíblia enfatiza a obra redentora completada através do batismo e da Cruz de Jesus.
O Didaquê tendia a ver as boas obras e uma vida devota como a base da salvação, mas a Bíblia declara que “uma pessoa é justificada pela fé”, colocando o fundamento da salvação unicamente na obra de Jesus Cristo e na fé que crê nEle.

         Falando teologicamente, o Didaquê preservou a forma prática do evangelho, contudo não continha claramente os eventos fundamentais do evangelho — a saber, o significado redentor do batismo de Jesus e da Cruz.
Portanto, embora seja um guia valioso para a vida de fé da Igreja Primitiva, é insuficiente para revelar o evangelho completo da redenção.
Inversamente, o evangelho da Bíblia permanece no centro como o evento redentor real no qual a justiça de Deus foi cumprida através do batismo e da Cruz de Jesus.
A salvação não é alcançada pelo arrependimento e esforço humanos, mas é dada através da fé na obra de Jesus Cristo.

         Em conclusão, enquanto o Didaquê era um documento que enfatizava a prática externa do evangelho — isto é, obras humanas e atitudes de vida — o evangelho da Bíblia centra-se na verdade interna do evangelho, a saber, a fé e a essência da redenção.
O Didaquê ensinava “como se deve viver”, enquanto a Bíblia proclama “em que se deve crer”.
Portanto, a fonte da salvação não reside nas obras humanas, mas na justiça de Deus completada no batismo e na Cruz de Jesus Cristo.

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